Rio recebe da OAS Museu que debate o futuro

Rio recebe da OAS Museu que debate o futuro

O futuro chegou ao Píer Mauá, na Baía de Guanabara. Em 19 de dezembro de 2015, foi inaugurado um dos mais inovadores museus de ciência do mundo. O Museu do Amanhã nasceu para nos ajudar a compreender o passado, entender as mudanças que estamos impondo ao planeta e escolher os caminhos que pretendemos trilhar nos próximos 50 anos.
 
Em ambientes audiovisuais imersivos e instalações interativas, os visitantes podem constatar a dimensão das mudanças climáticas, da redução da biodiversidade e de outras transformações provocadas pela atividade humana. No Observatório do Amanhã, há a possibilidade de consultar dados de importantes centros de pesquisa em ciência e tecnologia.
 
Espaço de reflexão sobre nossas origens e nosso futuro, o Museu do Amanhã está abrigado em um edifício de linhas audaciosas concebidas pelo arquiteto espanhol Santiago Calatrava, conhecido mundialmente por criações como o Palácio das Artes Rainha Sofia (Sevilha, Espanha) e o edifício Turning Torso (Malmo, Suécia).
 
A OAS foi responsável pela construção civil e transformou a ousadia criativa de Calatrava em realidade. O projeto, que lembra uma bromélia para alguns e um animal marinho para outros, apresentou grandes desafios para os engenheiros da empresa. Entre os maiores feitos da construção no Píer Mauá, está a estrutura aérea suspensa no ar que aponta em direção à Baía de Guanabara. O vão livre de 75 metros é o mais extenso desse tipo já feito no Brasil.
 
Trata-se de um projeto de vanguarda, com uma geometria futurista, para o qual a equipe de obra teve de lidar com formas irregulares. O museu é um cilindro imperfeito que se encaixa num cubo que também não é perfeito. Não há uma parede igual à outra. Ou seja, tudo isso exigiu muito de toda equipe, mas foi possivel concluir a obra em prazos exemplares.
 
As obras, que chegaram a ser tocadas por mil trabalhadores no período mais intenso, atravessaram as madrugadas. A execução da concretagem levou apenas dez meses, eficiência que recebeu elogios do arquiteto espanhol. Os desafios da construção exigiram o uso intenso de guindastes. Para a cobertura metálica, foi utilizado um pórtico com capacidade para içar peças de até 150 toneladas.
 
O museu, que à distância parece flutuar na Baía de Guanabara, apresentou desafios específicos por ter sido feito à beira mar. As 55 mil toneladas de concreto e as 3.800 toneladas de estruturas metálicas do edifício são sustentadas por 2.500 estacas, mil delas fixadas em rochas. Para enfrentar a maresia, foi aplicada nas partes metálicas uma combinação de tinta e resina utilizada em submarinos.
 
A complexidade da obra exigiu a colaboração de parceiros estrangeiros, todos unidos na criação de um dos mais inovadores museus do mundo. O projeto foi desenvolvido por um escritório alemão. A estrutura metálica ficou a cargo de uma empresa portuguesa. Um grupo espanhol cuidou dos vidros curvos. 
 
Sustentabilidade
 
O Museu do Amanhã pretende ser a prova viva de que o futuro começa agora. Com esse objetivo, obedece aos padrões da certificação LEED (Liderança em Energia e Projeto Ambiental), concedida pelo renomado Green Building Council Brasil. O selo reconhece critérios de sustentabilidade ambiental, econômica e social nos empreendimentos.
 
A temperatura do Museu do Amanhã será controlada com a ajuda de um sistema de climatização que utiliza a águas da Baía de Guanabara, usadas para refrigerar o ar condicionado. As águas serão filtradas antes de ser devolvidas ao mar.
 
Parte da energia consumida nos dois andares do prédio será gerada por meio de 5.600 placas fotovoltaicas. Estruturas na cobertura do edifício vão se movimentar ao longo do dia para captar a maior quantidade possível de luz solar, transformada em seguida em energia elétrica. 
 
Porto Maravilha
 
A construção do Museu do Amanhã é o mais novo capítulo da Operação Porto Maravilha, ação estratégica da Prefeitura do Rio de Janeiro que, por meio de uma parceria público-privada, está recuperando e devolvendo ao cidadão carioca e aos turistas a zona portuária da capital fluminense, que passou por um intenso processo de degradação nas últimas décadas.
 
O Museu do Amanhã, iniciativa da Prefeitura do Rio de Janeiro e da Fundação Roberto Marinho, está localizado ao lado da Praça Mauá – marco histórico da cidade –, que foi completamente reconstruída pela Concessionária Porto Novo, da qual faz parte a OAS, e entregue para a população dia 6 de setembro de 2015. 
 

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